Organização Financeira

Opções para a restituição

Em meio às incertezas sobre os rumos que a economia irá tomar em um futuro próximo, a notícia de que a Receita Federal liberou mais um lote da restituição do Imposto de Renda, possivelmente irá alegrar aqueles que, mesmo agraciados, já não contavam com esta entrada de caixa adicional. É o seu caso? Então, já pensou no que fazer quando receber este dinheirinho extra? Bem, não é a primeira vez que trato da questão por aqui, mas agora, em função do atual cenário, tentarei priorizar o que você, meu querido leitor, pode fazer com estes recursos.

(1) Liquidar suas dívidas: Considerando que as taxas de juros andam mais altas, não faz o menor sentido ter recursos em conta ou em aplicações financeiras ao mesmo tempo em que mantém dívidas: as taxas cobradas serão sempre maiores do que aquelas com as quais você poderia ganhar, fora os casos de dívidas vencidas, cujos encargos e multas ampliam ainda mais a diferença que citei. Assim, se você se encontra nesta situação, vendo seu orçamento estourar a cada mês e se enrolando para honrar seus compromissos, o momento é este: ao receber a restituição, você pode usar o total para diminuir ou, quem sabe, até eliminar os saldos devedores. E a dica vale também para aquelas dívidas mais caras, ainda que isso signifique renunciar ao consumo imediato.

(2) Formar um fundo para emergências: Em função da crise, nem sempre as receitas têm vindo com a mesma regularidade de antes. Por exemplo, profissionais de vendas têm vendido menos e, com isso, recebido comissões menores; participações nos resultados têm sido mais magras (quando ainda existem), afetando assim os colaboradores da empresa, e por aí vai. Por outro lado, o aumento nos custos de energia elétrica, serviços e alimentos também tem reduzido as margens de manobra nos orçamentos para enfrentar eventualidades. Por conta disso, desde que você não se enquadre no caso anterior, minha dica é que use o valor a receber da restituição para compor um fundo que possa fazer frente aos acontecimentos inesperados, lembrando que tais acontecimentos não se referem à troca de carro, reforma da casa ou demais itens de consumo.

(3) Aproveitar a restituição para os gastos maiores: Se você não se encontra em nenhuma das situações anteriores, ou seja, não está endividado e já conta com um fundo para emergências, o valor da restituição, por vir todo de uma vez, o deixará com saldo confortável na conta bancária. Como diz a sabedoria popular, em épocas de vendas em queda, o consumidor com dinheiro no bolso é o rei! Acredito ser possível negociar bons descontos para os que pagam à vista e, neste caso, aquelas despesas maiores como a reforma da casa, a troca do carro ou o ingresso em um curso de aperfeiçoamento, entre outras, poderão finalmente ser realizadas sem maiores atropelos, que tal?

(4) Investir a sua restituição: Se nenhuma das dicas citadas se enquadra em seu caso, mas você tem sonhos maiores para o futuro, procure aplicar o valor recebido e aumentar seu montante por conta dos juros. Há muitas opções atrativas no mercado financeiro, que não necessariamente a boa e velha poupança. Fale com o gerente de seu banco para que ele destrinche e compare as rentabilidades dos diferentes produtos.

(5) Dar um presente a si mesmo: Na rabeira de minhas sugestões, deixo a opção gastar, pura e simplesmente. Vá ao cinema, leia mais, saia com a família e relaxe. Mas perceba que só recomendo esta alternativa caso você não se enquadre em nenhuma das quatro primeiras dicas citadas, por motivos óbvios. Mesmo neste caso, e supondo que você tenha passado incólume pelas três primeiras (não está endividado, possui o fundo, não planeja gastos maiores), eu ainda assim dividiria o valor a receber entre gastos e investimentos. Mas isso é minha escolha, não necessariamente a sua, não é mesmo?

Um grande abraço e até a próxima!

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