Organização Financeira

Consumo desenfreado: quando e por que pode ser perigoso?

De tempos em tempos, a cena se repete: basta acontecer o lançamento de um celular ou novo modelo de carro para que as pessoas resolvam descartar o que têm para adquirir o produto mais atualizado. O avanço da tecnologia torna alguns artigos obsoletos muito rapidamente e acompanhar este processo pode trazer prejuízos financeiros, caso a pessoa não tenha o controle de suas contas.

 

O consultor financeiro Conrado Navarro explica que o consumo desenfreado, a fim de acompanhar esse avanço tecnológico, pode ser perigoso. Segundo ele, vivemos uma época em que a obsolescência programada veio para ficar. “Nós nunca seremos capazes de manter atualizados os produtos tecnológicos, a não ser que façamos disso uma prioridade, deixando de lado coisas mais importantes. Portanto, na questão central, deve se reavaliar as prioridades de vida para não ver nos celulares e itens eletrônicos a principal razão da existência”, esclarece.

 

Navarro explica que esse comportamento tem a ver muito com a questão de pertencer a um determinado grupo ou ser aceito por ele. “A questão da necessidade de pertencimento existe desde que o ser humano passou a viver em comunidade, com a oportunidade de conhecer/visitar outros costumes. Há também a questão da idolatria a certos ícones (jogadores de futebol, celebridades, etc.), e adquirir certos produtos, na cabeça dos jovens, pode ser uma maneira de "parecer" ou "ser como eles". Os costumes vão se moldando a esse desejo de inclusão, mas se refletem no consumo porque a imagem desejada precisa ser comprada”, acredita o consultor.

 

Conrado afirma ainda que, em tempos de modernidade, esse comportamento pode acarretar perda de recursos financeiros, além de causar perda de tempo, pois nunca será possível acompanhar todas as inovações tecnológicas.

 

“É preciso ter prioridades e objetivos. Estas duas palavras são fundamentais para criar um norte pessoal e profissional, capaz de evitar as principais armadilhas do consumo. Só quem tem um caminho claro e sonhos fortes o suficiente é capaz de adiar o consumo para manter-se fiel aos seus compromissos. É preciso rever o papel da família no sentido de questionar o propósito de tudo. Parece filosófico, mas, na verdade, é bem prático: se não temos objetivos e metas a atingir, gastamos com futilidades”, conclui.

A autora e o entrevistado autorizam o uso de suas declarações. A Losango não se responsabiliza pelo conteúdo.

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